Publicado em: 08/11/2017

O contexto tem sido o maior motivador para que se expliquem as maiores mudanças, e as diferenças mais evidentes entre o jogo que um e outro treinador idealiza. E a adaptação, a mudança da forma de jogar de equipes do mesmo Treinador, tem sido a virtude mais elogiada nos treinadores atualmente. Defendo, naturalmente, que cada treinador deve optar por aquilo que sente, uma vez que só sentindo conseguirá convencer os seus jogadores a seguirem a sua ideologia. Porém, ficam sempre algumas questões pendentes.

Será a adaptação ao contexto, seja lá o que contexto for, a melhor resposta para fazer evoluir uma equipe nos seus comportamentos, para que se torne mais eficiente na resolução dos problemas do jogo? Deve-se comprometer toda uma ideologia, e toda uma forma de jogar e de treinar, todos os grandes princípios, em função da especificidade de um jogo, de uma equipe, de um jogador adversário, de uma cultura?


Todos os anos, para a esmagadora maioria dos treinadores que alegam ser o contexto a principal razão para um jogo menos ligado, menos organizado, menos aprazível, aparecem fenômenos que nas mesmas condições, que em contexto semelhante, procuram por respostas diferentes e fazem escolhas que nos espantam. Tudo por uma questão de convicção, de conforto no treino, e de maior afinação num determinado tipo de ideologia.

No futebol há várias certezas: Vamos marcar e sofrer gols, vamos ganhar, perder, e empatar jogos, e a única palavra que temos a dizer sobre isso é na forma como isso vai acontecer...pelo caminho que escolhemos percorrer com aquele grupo. Por isso, por ser só uma questão de escolhas, o meu maior elogio será sempre para quem consegue alterar todo um contexto, e convida quem joga e quem vê jogar a retirar sensações positivas de um jogo que vive na própria cabeça.

Fonte: Posse de Bola

O Treinador e as convicções que ti caracteriza